Arquivo para Março, 2008

17
Mar
08

Coração X Razão

Aprendi que certas coisas não tem preço… Digo, valor material.

0:00h. Virarda de ano. Finalmente entramos em 2008!

2007, ano complicado, estrada tortuosa, caminho esburacado, rota indefinida… Tive que escolher meu rumo através do coração. A razão, deixei de lado. Não tinha a menor noção da consequência de minhas escolhas. Só tinha que escolher. Não quis saber no que ia dar. Mesmo que quisesse, não tinha como saber…

Final de junho de 2007. Orkut. Encontrei-o por lá. Sem querer. Ponto de partida.

Um dia depois, veio a resposta. Ainda lembrava de mim… após 20 anos!

Início de julho. Me conta um pouco da vida e diz que estará na minha cidade na próxima semana. Quero vê-lo. Saber de sua história. Ver com meus próprios olhos se está gordo ou magro, careca ou cabeludo, sarado ou barrigudo.

Julho. 1º encontro real. Após alguns torpedos trocados, combinamos que eu o pegaria de carro. Isso à tarde. Numa quinta-feira. Bolei aula, com a desculpa (verdadeira) de que estava um porre assistí-la. Deu-me o endereço, fui pegá-lo. Não estava na porta do prédio, me fez esperar e aumentar minha ânsia em vê-lo. Chegou. Ainda tinha a mesma feição, só que muito mais simpático, o que me fez ter uma sensação de familiaridade. Sentamos no “escritório” ( bar oficial da galera do meu curso) e começamos a contar sobre nossas vidas. 1, 2, 3, sei lá quantas garrafas de cerveja tomamos… Meus colegas de curso, acompanhados do professor chegam ao bar. Ele se entrosa rapidamente. É desembaraçado, engraçado e inteligente. Um colega me pergunta: “É amor de infância?”. Coro, mas me recupero rapidamente, balanço a cabeça negando e tomo mais um gole de breja…

Depois de várias rodadas e risadas, deixei-o em casa. Nos abraçamos e nos despedimos, certos de que crescemos e nos tornamos adultos “muito bacanas”. Sinto atração. Acho que ele também. Mas, vou-me embora. Bêbada e feliz, sem ao menos imaginar que esse reencontro mudaria o curso da minha vida…

13
Mar
08

Frases Feitas

Pois é, a vida é assim… Um dia da caça, outro do caçador…

Inicio assim, com frases feitas, pois me servem justas nesse momento.

Divago, agora, sobre a capacidade que as pessoas tem de desejar o mal das outras, torcerem contra o progresso e a felicidade de seu semelhante. Sinceramente, isso não cabe em meu coração. E olha que não sou criança, já passei por poucas e boas nessa vida,  já sofri por traição, deslealdade, infidelidade e tudo que qualquer outro ser humano que vive em sociedade experimentou ou expirementará.

Minha reação é diferente disso. Bem diferente. Não nutro sentimentos, sejam eles quais forem, por quem me faz mal. Sabe o que faço? Apago da minha memória. O que sinto quando encontro essas pessoas é o mais profundo vazio de emoções que se possa imaginar. É como se nunca tivessem passado pela minha vida. Pode parecer estranho, mas é uma defesa natural do meu coração. E, pra mim, funciona. Geralmente, essas pessoas acabam por reconhecer a mágoa que me causaram e, naturalmente, tudo transcorre na santa paz. Já houve caso de me pedirem perdão, de rolarem conversas longas e chorosas, onde ambos (incluindo a mim) reconheceram suas falhas, até a triste situação de não conseguirem me encarar.

Se eu erro e magoo alguém? É óbvio que sim! Como reajo? Me colocando no lugar do outro, tentando imaginar como se sente. E, se mesmo assim, não conseguir entender a causa do desconforto que causei, não fujo de uma boa conversa. Não machuca nem faz mal.

O que não consigo entender é como alguém consegue dedicar sua vida a odiar outro ser humano. A linha entre o amor e o ódio é tênue (mais uma frase feita), mas só pode ser isso…

Só que isso não funciona. Quanto mais energia se gasta nessa tarefa, menos sobra pra gastar com você mesmo, no sentido de cuidar,  melhorar, lapidar, aprimorar quem você é.

E, pode perceber: O feitiço vira contra o feiticeiro ( hoje eu tô demais!).  E essa torcida contra só fortalece seu “adversário”.

Pare de viver a vida do outro.Viva a sua vida. Só você pode fazer isso, mais ninguém. Ela é o teu bem mais precioso.

02
Mar
08

A Rainha da Bola-Fora

Mais uma:

Outro dia, na academia, conversando com a instrutora, surgiu o papo : ” quando você morrer, vai querer doar as órgãos?”.

Um senhorzinho, que estava num aparelho próximo à nós, exclamou: “Esse assunto me diz respeito!”. Perguntei: “Qual? Morte ou doação?”, em tom de brincadeira. Ele respodeu: “Morte!”, feliz. Fiquei em choque.

Fora 1:

Eu disse: ” Imagina… O Sr. é tão saudável, vai ter muitos anos de vida ainda!”

Todos em volta riram, já sabendo do que se tratava.

A instrutora explicou: “Não é nada disso! Ele é do Memorial*.”

Eu perguntei: “O Sr. trabalha lá?

Ele afirmou que sim, com a cabeça. Disse que trabalha com vendas. Responsável pelo telemarketing.

Fora 2:

Eu, dona de uma língua-sem-freio, desandei a falar: “Ah, então o senhor é responsável por aquelas ligações que me atrapalham enquanto estou atendendo meus pacientes, insistindo em me fazer pensar na própria morte e querendo que eu me preocupe com o que vai ser feito dos meus restos mortais antes que apodreçam?!? A única certeza que tenho é, que se der pra aproveitar alguma coisa, doem meus órgãos e o que vão fazer com essa casca vazia é problema de quem vai segurar essa bucha! Querem me vender urna de cobre, de prata, de ouro… Ah! Crema essa porra, coloca num saquinho e usa de adubo!”

Espanei.

Os instrutores todos foram se afastando… Climão.

Um tempinho depois, meu instrutor me chamou de longe: “Vem aqui, preciso te explicar um exercício”.

Fui, e ele cochichou no meu ouvido: “Cara, tu não sabe com quem tu tava falando… O cara é o dono do Memorial. E um dos sócios daqui, da academia!”

Está dado o Fora de nº 3!

Imaginem a minha cara quando passo pelo velinho na academia…

Se me conhece, sabe: A MESMA E VELHA CARA-DE-PAU DE SEMPRE!

huahuahuahauahaha!

*cemitério vertical de bacanas, em Santos.

01
Mar
08

Secreto, mas nem tanto…

Descobri que tenho fã! Esse blog era pra ser secreto, mas me descobriram… fazer o quê? Coisas da internet.

Já que isso aconteceu, tirarei proveito disso. Vou relê-lo, editá-lo, mediar o que pode ou não ser lido por todos e mostrá-lo aos amigos. Não tenho o que esconder, nem do que me envergonhar.

Mas a intenção original do bloguinho era de ser um diário, um modo de desabafar, de colocar pra fora minhas emoções e, com isso, manter a calma, já que tenho natureza impulsiva…

A vida é assim. Aceito e tiro proveito do inesperado. Bem mais fácil que me aborrecer pelo que já está feito.

Namastê!




 

Março 2008
S T Q Q S S D
« Fev   Abr »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31