Aprendi que certas coisas não tem preço… Digo, valor material.
0:00h. Virarda de ano. Finalmente entramos em 2008!
2007, ano complicado, estrada tortuosa, caminho esburacado, rota indefinida… Tive que escolher meu rumo através do coração. A razão, deixei de lado. Não tinha a menor noção da consequência de minhas escolhas. Só tinha que escolher. Não quis saber no que ia dar. Mesmo que quisesse, não tinha como saber…
Final de junho de 2007. Orkut. Encontrei-o por lá. Sem querer. Ponto de partida.
Um dia depois, veio a resposta. Ainda lembrava de mim… após 20 anos!
Início de julho. Me conta um pouco da vida e diz que estará na minha cidade na próxima semana. Quero vê-lo. Saber de sua história. Ver com meus próprios olhos se está gordo ou magro, careca ou cabeludo, sarado ou barrigudo.
Julho. 1º encontro real. Após alguns torpedos trocados, combinamos que eu o pegaria de carro. Isso à tarde. Numa quinta-feira. Bolei aula, com a desculpa (verdadeira) de que estava um porre assistí-la. Deu-me o endereço, fui pegá-lo. Não estava na porta do prédio, me fez esperar e aumentar minha ânsia em vê-lo. Chegou. Ainda tinha a mesma feição, só que muito mais simpático, o que me fez ter uma sensação de familiaridade. Sentamos no “escritório” ( bar oficial da galera do meu curso) e começamos a contar sobre nossas vidas. 1, 2, 3, sei lá quantas garrafas de cerveja tomamos… Meus colegas de curso, acompanhados do professor chegam ao bar. Ele se entrosa rapidamente. É desembaraçado, engraçado e inteligente. Um colega me pergunta: “É amor de infância?”. Coro, mas me recupero rapidamente, balanço a cabeça negando e tomo mais um gole de breja…
Depois de várias rodadas e risadas, deixei-o em casa. Nos abraçamos e nos despedimos, certos de que crescemos e nos tornamos adultos “muito bacanas”. Sinto atração. Acho que ele também. Mas, vou-me embora. Bêbada e feliz, sem ao menos imaginar que esse reencontro mudaria o curso da minha vida…
Comentários