Arquivo para Outubro, 2008

27
Out
08

Minha Homenagem

Dia 25 de outubro é o Dia do Dentista.

Quem não é da área, imagina que essa á uma profissão fácil. Afinal, ficamos o dia inteiros sentados, não é mesmo? O que vocês não sabem é que isso causa problemas seríssimos na coluna vertebral, tais como: hérnias de disco, “bicos de papagaio”, cifose, escoliose; além de dores musculares, varizes… Além de colegas que desenvolveram hemorróidas, pelo longo tempo que passam sentados. Aturamos os mais diversos bafos hálitos, as condições mais deploráveis de higiene oral, doenças, bactérias que nem fazem parte do meio bucal, mau-humor – quem ficaria de bem com a vida, estando com dor de dente?! Somos psicólogos, milagreiros, médicos e monstros. Acham que ganhamos fortuna, mas ninguém sabe o quanto nos custa manter consultório, secretária, utilizar materiais, instrumentais e protético de primeira, estar sempre atualizado através de cursos, congressos, especilaizações, mestrados, livros, revistas e tudo mais que a profissão exige. Somos autônomos. Não recebemos 13º salário, não temos férias remuneradas, nem FGTS. Mas pagamos isso tudo para nossos funcionários (e até para o contador!). Quando faltamos, não recebemos. Quando vocês faltam, também não! Acham que somos pronto-socorro quando damos o número do celular. Acreditam que o Juramento de Hipócrates faz de nós escravos da profissão. E que somos dentistas em tempo integral, sem direito a vida pessoal.

Então, aqui vão esses dois vídeos, como forma de minha singela homenagem a mim e aos queridos colegas:

E meus parabéns a Dra. Irma Bason (minha amadíssima mamãe) pela  Medalha Tiradentes, a mais alta Comenda que um cirurgião-dentista pode receber pelos serviços prestados à população e à classe odontológica, que receberá em sessão solene, na Associação dos Dentistas da Baixada Santista, dia 29/10/2008, às 20 horas. VOCÊ É MINHA ÍDOLA!

26
Out
08

De saco cheio

Ah… quer saber, Apple?

Pega no mac e balança!

24
Out
08

Eu e a famigerada Dona Influenza

Não me lembro de ter passado sequer um ano da minha vida sem que esse pequenino vírus filhodeumaputa se manifestasse dentro de mim. Quando criança, é claro, minha mãe passava Vick em mim. Ainda adolescente, morando sob seu teto, apelava pra chantagem emocional da filhinha dodói -que sempre dava certo- e era agraciada com sopinhas, chazinhos e o bendito Vick Vaporub no peitinho pra “desencatarrar”. (Ô coisa nojenta, sô!).

Isso ficou láááá pra trás. E, de tanto ser importunada pela popularíssima gripe, percebi as etapas que a precediam, seu comportamento e, principalmente, o meu comportamento perante sua manifestação, agora, em minha vida adulta/balzaca.

1ª fase: PROVOCAÇÃO AOS DEUSES:

Aqui é onde tudo se inicia. Está tudo bem, mil-maravilhas. Aliás, tão bem, que me dou o direito a uma extrapoladinha. Ãhnnn, algumas extrapoladinhas… Ah, tá, vamos deixar de viadagem e falar a verdade!: me acho no direito e encho a cara de segunda à quinta à noite. Na sexta de manhã, ressaca tipo “bate-estaca”, digo que estou com sinusite e não vou trabalhar (melhor assim, do que dar 20% de mim no atendimento, não acham?). Durmo até meio-dia, o sol está lindo lá fora, descaradamente vou tomar um solzinho na piscina.

2ª fase: AVISO DOS DEUSES:

Sexta à noite. Uma leve dor de garganta sinaliza que algo não vai bem.

3ª fase: ABUSO DA BOA VONTADE DOS DEUSES:

O que eu deveria fazer? Tomar vtamina C, um chá quentinho com mel, descansar, blá, blá, blá… O que eu faço? Tomo uma breja bem gelada na mesa da calçada, na frente do bar no sereno e fumo uns cigarrinhos, que me arranham mais a garganta. No sábado,vou à casa da sogra, que me oferece “aqulela” caipiuva irresistível. Tô em jejum, mas na segunda vez que ela oferece, me rendo. Além do mais, é falta de educação recusar o que a sogrinha faz de tão bom grado, né? À noite, arrisco uma baladinha. Curto um eletro. Duble tequila até às 3 da matina. Não tô à fim. (Será minha salvação?!!). Peço vodka com energético, que é mais minha cara. Tempinho chuvoso… Levar guarda-chuva pra balada? No way! Chuvinha pra entrar, chuvinha -com o corpo quente de tanto dançar- pra sair.

4ª fase: PEQUENA TENTATIVA DE REDENÇÃO:

No domingo me nego a beber. Almoço com o sogrão, todos bebem menos eu -CUZONA! O cigarro acabou e não compro outro maço. A dor de garganta começa a me chatear de verdade. Tomo uma vitamina C (finalmente, sua anta!) e fico de boa, em casa. Na segunda vou trabalhar meio zoada, mas me recupero durante o dia. Uma amiga me liga e diz que uma das “Ponas” (qualquer dia explico do que se trata) que está morando na Bahia, veio fazer-nos uma visita relâmpago. Digo que tudo bem, mas sem bebida, que não tô podendo. Vou pra academia à noite, tomo um chuvisquinho na saída, coisa à tôa…

5ª fase: PEDINDO AOS DEUSES PARA SE FODER:

A amiga veio da Bahia. O melhor-amigo-gay, mudando-se pra Natal. Uno todos em casa, é claro! Mais algumas pessoas e pronto: temos que brindar! Saco a rolha de um vinho tinto (o único da casa), geladéééérrimo, e brindamos às mudanças na vida de todos em 2008. Todos fumamos uns cigarros e bebemos. Começou a beber, meu amigo, fodeu! Foi um tal de neguinho vasculhar minha geladeira, até que… “Olha só, tem um Prosseco aqui, e essa maldita escondendo da gente!”, diz a bicha. Abriremos, pois. Beberemos, pois. Tomarei, só eu, no meio do meu cu, pois!

6ª e última fase: A IRA DOS DEUSES SE VOLTA CONTRA  MIM ou OS DEUSES COMEM MEU CU COM SUA PICA GIGANTE:

Terça-feira. Estou com sinusite – TÓÓÓÓMA!. Desmarco todo mundo de manhã. Vou trabalhar à tarde e não aguento. Volto pra casa com dores pelo corpo todo. Quarta. Acordo parecendo um defunto. A  noite foi péssima, não conseguia respirar. Coriza intercalando com a congestão nasal, dores nos dentes superiores, devido à sinusite nos seios maxilares, cefaléia a mil. Fui na massagista saindo do consultório. precisava de um carinho. Ganhei foi é um monte de porrada nas costelas. Pra soltar o (argh!) catarro, segundo ela. Dormi e sonhei com zumbis. Acordei, fui tomar o xarope pra tosse e derrubei o melado todo em mim e no chão da cozinha. Limpei o chão e tive que tomar banho. ÀS 5 DA MATINA! Não consegui mais dormir por causa do pesadelo. Quinta: trabalhei o dia todo e tô aqui, tossindo como um cadela,  entre lenços de papel, descongestionante nasal em gotas e em comprimidos, antibiótico, antinflamatório e xarope.

Além do sofrimento físico, sinto o sofrimento monetário, por ter gasto com remédios e que poderia ter usado pra comprar uma blusinha bacana ou… pagado a conta do bar. Humpf!

21
Out
08

A inveja tem sono leve…

Acabei de ler, no msn de uma amiga que gosto muito, uma frase bem engraçadinha… e verdadeira!

” Não grite sua felicidade,

A inveja tem sono leve!”

É uma pena que a raça humana aja dessa forma, mas é real, age mesmo! Por que nos comparamos? Pra quê, é a pergunta! Para nos frustrarmos? Porque, se olharmos para cima, sempre nos sentiremos por baixo… Por que não olhamos pro lado? Ou para os mais necessitados, que estão em situação pior que a nossa? E olha que não são poucos! Na verdade, são a maioria, no nosso país.

Sei lá, só nos preocupamos com nós mesmos… “O centro do universo é o meu umbigo e o mundo gira em torno de mim”, é lema de muita gente. Perceba o mundo ao seu redor. Olhe mais para seu semelhante. Ouça mais o que as pessoas tem a lhe dizer. Ouça o que o SEU interior tem a lhe dizer. Ajude o próximo, que lhe necessita, ao invés de cobiçar para si o que o outro tem.

Gatth3 olha ao redor e vê no ser humano um reflexo de si. E se assusta.

09
Out
08

Vida de sozinha – Parte II

É, gente… Ter um canto só seu, chegar a hora que bem entender, fazer qualquer gororoba pra comer, andar nua só de calcinha pela casa (enquanto o prédio ao lado não fica pronto / quando os pedreiros não estão por lá), bagunçar e arrumar as coisas ao seu modo e dizer: “DENTRO DA MINHA CASA QUEM MANDA SOU EU!” tem seu preço.

Cuidar de um apê sozinha é babado! Ainda mais num prédio que já tem uns 15 anos. E que foi construído com areia da praia. (Isso é uma suspeita minha, mas pode ser real). Ainda mais com eletrodomésticos que vc já tem, tipo, há uns 8, 9 anos. Ainda mais quando tudo começa a pifar e o apartamento de cima ameaça cair sobre a sua cabeça.

A máquina de lavar é um show à parte. Geme, canta, assovia, dança, mas lavar a roupa direito que é bom, neca de pitibiriba!

O ferro de passar roupas queimou. Meu paciente consertou e, detalhe, não cobrou NADA! Gente bondosa ainda habita este planeta.

O microondas, a bonitona aqui enfiou na tomada errada e, em menos de 2 segundos, PÁH! Estourou um troço lá dentro, gritei uma meia-dúzia de palavrões, meu namorado que estava no quarto e meu pai, que passava no corredor do prédio (sim! ele é meu vizinho de andar, outro dia falaremos sobre isso.) vieram correndo, achando que eu tinha tomado um choque ou algo do gênero. Isso tem uns três meses e não mandei consertar ainda. Na verdade, o forno convencional é bem bacana e fora uma queimadura no dedo médio da mão direita, estamos nos dando super bem.

Agora, o que está me tirando o sono é o, na verdade, os vazamentos nos dois banheiros do apê. Pessoas, vejam só a amiga aqui: mora sozinha, num apê que tem três, digo TRÊS banheiros! Não tenho SII (Síndrome do Intestino Irritável), portanto, o banheiro “de empregada”, transformei num mini-depósito para vassouras, cadeira de praia etc. Sobraram DOIS. Tá ótimo! Um só meu, junto com o closet e outro social. Lindo! Eis que, de repente, não mais que de repente, estou tomando banho, com a cabeça pra fora do chuveiro (não queria molhar o cabelo), e sinto um pingo na nuca. “Chuveiro estranho… De onde veio essa gota?”, pensei. Olhei para o teto, sem querer acreditar, e lá estava ele: O PRIMEIRO FURO NO MEU TETO DE GESSO do banheiro do closet (chique essa palavra né? francês é chique mesmo e ponto). Bom, daí pra frente foi só o declínio do chiquê. A impressão que dá é que deram tiros de chumbinho pra cima, dentro do banheiro, porque atrás desse furo vieram outros. Sensacional foi quando estava fazendo aquele xixi gostoso, quentinho, e sinto chover gotículas geladas em meu ombro direito. Não deu outra: chuva de mijo velho do vizinho de cima! Maravilha… Passei a ocupar o banheiro social. “Pelo menos sobrou UM”, pensei. Doce ilusão… Como se não faltasse mais nada, sabadão (é, esse sábado que passou!), eu e o gato de boa, na cama, preguicinha gostosa, amassinho do bom, coisa e tal, levanto pra lavar o rosto no banheiro social (que fica em frente ao meu quarto) e… Tem um banheiro na minha lagoa! É people, porque o inverso NÃO é verdadeiro! Pisei naquela lama toda, fiquei putadavida, chinguei, peguei pano de chão pra secar aquela meleca toda, interfonei pra vizinha (que se fazia de morta até então) e a convidei para conhecer meu apartamento. Ela se compadeceu do estado de calamidade em que eu estava vivendo e concordou em pagar os reparos.

Chuva de mijo

Chuva de mijo

YES!

E hoje tô aqui. Perdendo uma tarde de aula na especialização pra ficar de babá de pedreiro.

Morar sozinha não é só glamour não. É responsabilidade, dor de cabeça, aporrinhação de vizinho, reunião de condomínio (confesso que não vou), contas mil e uma infinidade de coisas chatas.

E, mesmo assim, NÃO TROCO ISSO POR NADA!!!

=D

01
Out
08

Será culpa dos meus hormônios?

Gente! Não sei o que acontece! Nunca estive tão… -Ai, Djisus!… Ah, foda-se!- …tão… tão TARADA.

É galera… Falei! Beleza, devo ser zuada, já sei.

Mas isso tá me afligindo!

Sério.

Não lembro de ter pensado tanto em sexo. Poxa, sabe que tinha dias em que eu nem pensava no assunto? Credo! Que estranho constatar isso… E o mais surreal, é que sou uma muchacha feliz e todo mundo achava que eu trepava horrores! Hahahahahaha!

Pois é. As coisas mudaram. Eu ligo pra séquiço sim! E tenho plena -mas plena mesmo!- certeza de que uma mulher “satisfeita da vida” é realizada sexulamente. “Ai, mas eu não tenho namorado…”. Não tem desculpa, filhinha: DE-DI-NHOS. Não consegue? Não sabe? Tem preguiça? Tenho a solução pra você! O nome comercial é vibrador, mas você pode batizar do que quiser. Tem uma amiga que chama o dela de “Astolfo”. Acho esse nome broxante.  Na verdade, prefiro não dar nomes. Cria intimidade. Tô fora, ô!

E cá estou, indagando:

-”Será que essa nova fase tem a ver com a maturidade, com o conhecimento do meu próprio corpo, com o entendimento de que, além das fontes externas, minha maior fonte de prazer se localiza em mim? Ou será que tem a ver com meu atual parceiro, que é um PARCEIRO DE VERDADE,  e isso me excita?”. Tostines vende mais porque é fersquinho ou blá,blá, blá?…

O pior, é que sou uma tremenda cara de pau e falo as maiores sacanagens. Pra todos. Pra quem quiser ouvir. Sempre fui abusada. Não sei o que acontece, tô ficando cada vez mais! Nem meus pais escapam do meu jeito picante. E eu falo com tanta naturalidade, que eles só se olham e riem. (Eles, certamente assumem sua parcela de culpa pelo meu jeito treslocado). E os que nem são íntimos? Ficam rapidinho, porque esse assunto interessa à todos!

Enfim pessoas… Divaguei, divaguei e não dei.

Opa! Peraê…

-”Primo-do-Astolfoooooo! Cadê você, queridinho?!?”

post relacionado: As mulheres e seus amigos vibradores.




 

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