Arquivo para Novembro, 2008

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Presente de Natal

Devido a uma série de fatores, estive sem saco impossibilitada de vir aqui e escrever. Sabe como é, a gente é gaaaata, é loira e inteligente (isso é possível, minha gente!!!), tem vários eventos pra ir, tem que ver os amigos, trabalha, malha, está na fase final da especialização e , consequentemente, de uma monografia dos infernos… Enfim, tempo é moeda das mais valorizadas hoje em dia. Que euro que nada! Eu quero é tempo!!!

Esse monte de atividades sempre serviram de desculpa pra que eu pudesse fugir dos afazeres domésticos sem a menor culpa ou constrangimento. Tenho empregada, sim senhor. Apesar de morar só, como todos que vem aqui já sabem. Sou uma bagunceira homérica. Do tipo que chega em casa, tira o sapato e deixa jogado “pra ventilar” em algum canto da casa. Lavar roupa, nem pensar. Lavar louça, só se a pia estiver fedendo ou não tiver mais copo/prato/talher pra usar. Secar louça? Hã??? Achei que o escorredor tinha sido feito pra nos poupar de tamanha perda de tempo…

Bem, tendo em vista o que contei acima, arrumar a cama, só quando vai “visita” (hehehe) em casa; arrumar a sala, idem; lavar o banheiro, ah, meu, tem dó, né?! E por aí vai.

Agora que vocês me conhecem um pouco mais, vão entender o espanto geral na casa da minha mãe.

É que, de uns tempos prá cá, tenho tido, humm, VONTADE DE COZINHAR. #prontofalei.

Não sei o que está acontecendo. Tenho ido ao supermercado (tarefa antes odiosa para mim), comprado temperos cheirosíssimos, condimentos daqueles chiques e, claro, importados e caaaaaros, legumes, verduras, molhos, massas, queijos, frios, enlatados e congelados (só pra não perder o costume ). Aí, carrego aquele monte de sacolas, porque, óbvio, esqueço às vezes que não tenho mais alguém pra me ajudar, guardo tudo e já separo algo pra fazer. E não é que é divertido inventar novos pratos?

Cozinho tudo sem receita. E fica bom. INCRÍVEL!, mas é verdade. Outro dia, sobrou um pouco do jantar e falei pra empregada comer no almoço. Quando cheguei, estava intacto. Não sei se ela ficou com medo ou se meu pai chamou-a pra almoçar. Ai, gente, isso magoa, sabia? Esse preconceito sobre a minha pessoa. Essa péssima fama que carrego de housewifeless

Voltando ao espanto da minha família…

Ninguém estava sabendo dessa novidade, desse meu lado Ofélia. Vivem me tirando sarro, cobrando quando vou fazer uma almoço ou uma pizza ou um miojo pra eles. Sou motivo de chacota, confesso.

E, num almoço, dia desses, o assunto “presente de natal” era o tema. Todos, previsíveis, alardeando o que queriam ganhar. Eu, na maior inocência ( é gente, sou inocente. sei que não parece, mas sou) disse: “Quero um jogo de panelaaaaaaassssss!”, toda feliz, achando que todos ficariam contentes por essa nova etapa da minha vida e coisa e tal.

A gargalhada foi geral. Até a empregada da minha mãe ria tanto, que precisou correr pro banheiro pra não mijar nas calças. Sacanagem, pô!




 

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