Arquivo para Dezembro, 2008

23
Dez
08

Balancete – 2008

Bem, pessoas…

Muitos não acreditam em numerologia, astrolgia, dentre outras áreas que dizem unir advinhações e ciência. Eu mesma tenho lá minhas dúvidas.

Mas, ao realizar o balancete de 2008, constatei que minha querida amiga e numeróloga – nas horas vagas -, Zê, acertou diversas coisas quando trouxe aquelas folhas cheias de números e somatórias, no início desse ano.

Primeiramente, 2008 que é igual a 2+0+0+8 = 10, que por sua vez, é igual a 1+0 =1. O que isso quer dizer?, você deve estar se perguntando. E eu te respondo: o número 1, quando se refere ao ano, quer dizer RECOMEÇO. Ou, seja: pra recomeçar, precisamos primeiro dar fim a algo. Se alguém não havia concluído o que quer que seja no ano passado (que era, na numerologia, o ano certo pra isso), adiou o término para 2008.

Vi muita gente esse ano mudar “da água pro vinho”. Em todos os aspectos. Sociais, econômicos, amorosos, familiares… E, na grande maioria, não foram mudanças sutis. Acreditem em mim!

Foi um ano de decisões difíceis, sofridas, que fizeram muita gente crescer (inclusive EU! Não lembro de ter amadurecido tanto num espaço de tempo tão curto…).

Quanto a minha numerologia pessoal, hummm…  Ela é pessoal e, portanto, ficará em off. Pelo menos, por enquanto.

E quanto a você? Como foi seu ano? Aproveitou pra jogar fora o que não prestava mais e colocou novidade no lugar da velharia?

16
Dez
08

Só acontece comigo?

San Van Selva, para os íntimos. São Vicente, para os menos íntimos, é uma cidade cheia de peculiaridades. Uma delas é o preço das mercadorias extremamente mais baixo, se comparado à cidade vizinha, Santos, que é onde resido. Por conta disso, sempre que saio do consultório, acabo não resistindo e me enfiando em uma banquinha promocional.

Hoje não foi diferente…

Soutiens de microfibra à R$9,90. Um absurdo de barato!

Comecei a “cavocar” a banca, juntamente com mais uma dezena de mulheres, a procura do tamanho M, quando, de repente, a voz do Silvio Santos brada ao microfone:

_ Ahai, hihi, ma oi! Olha quem está prestigiando nossa humilde loja! É a Dra. Anelisa (+ sobrenome completo!!!)! Ela está aproveitando a promoção de soutien de microfibra, minha gente!

Bem, nesse momento, tive um impulso de mergulhar no meio do mar de lingerie que se encontrava a minha frente, na intenção de me esconder. Mas pensei melhor e percebi que iria piorar a situação e acabaria me estrumbicando no chão, finalizando a cena com um par de bojos enfeitando minha cabeça como orelhas do Mickey.

Passado o devaneio, olhei para o rapaz e o reconheci como um paciente. Política como sou, sorri e perguntei se ele cobraria a propaganda. Tapou o microfone e disse que não. Pedi para que anunciasse então o endereço do consultório. Não podia perder o rebolado, não acham? As mulheres em volta me olhavam como se eu fosse uma celebridade e pediam para que eu repetisse o endereço, pediram cartões, foi aquela farra.

Passada tota balbúrdia, respirei aliviada, peguei as peças que tinha gostado e comecei a caminhar em direção ao provador quando, então, o locutor enche a boca e grita:

_  Ela é boooooooooaaaaa demaaaaaisssssss, muito booooooooooaaaaaaaaa…

Olho pra ele, séria, com cara de brava e ele complementa (com voz grave e cara de safado):

_… dentiiiiiiiiiiisssta!!!

16
Dez
08

Gatth Borralheira

Após rolar um lance muito, muito, muito, mas muito mesmo, chato envolvendo desconfiança + falta de provas + diarista, encontro-me numa situação “do lar”.(Pensei em fazer um trocadilho imbecil com a palavra dólar, mas desisti a tempo).
Quem leu os posts anteriores sabe: sou fraquinha como dona-de-casa. Admito, sem maiores constrangimentos.
Mas o orgulho não me deixou – até então – voltar atrás e, enquanto não arrumo outra secretária do lar, vou tentando me virar…
O foda é que sou perfeccionista. Conclusão: executo as tarefinhas até que fiquem do jeitinho que EU gosto. E, tendo isso em vista, ninguém consegue chegar tão próximo do que entendo por perfeito do que eu própria.
Lavei roupas. Não fazia isso sei lá a quanto tempo. Mais de um ano, com toda certeza. E ficou tudo limpinho, macio e cheiroso, bem melhor que do jeito da funcionária.
Lavei louças. Não quebrei nada, inclusive minhas novas taças de cristal com titânio. Tudo ficou brilhante, desengordurado, isento de digitais. Reluzente, eu ousaria dizer…
Fiz comida. Filé mignon. Um luxo. Saborosíssimo!
Arrumei a casa. Estou começando a saber onde estão meus pertences. Encontrei, inclusive, o motivo de não ter quitado o condomínio de setembro: a lazarenta da doméstica enfiou o boleto (não, não foi no cu…) no meio de um  monte de outros papéis sem importância, “só pra dar uma arrumadinha, Dona Ane!”. Eu só queria entender essa lógica de achar que transferir a bagunça do lugar, magicamente, faz com que ela suma. É como jogar a sujeira pra debaixo do tapete. Ela continua lá!
Bem, minha gente, até quando vou aguentar essa dupla jornada, não sei. Aliás, desconfio. Provavelmente no dia em que eu fizer uma lambança master, do tipo deixar uma panela inteira de comida cair no chão ou vomitar ou qualquer coisa que me dê nos nervos ter que fazer/limpar.
Até lá, vou curtindo essa nova fase “Gata Borralheira“.
Gatth tem príncipe. Gatth tem fada-madrinha. E dividiu no cartão de crédito seu sapatinho de cristal, só pra garantir.
04
Dez
08

Chile – Ida

Continuando de onde parei…

GENThiiiiAAann!!! Fui pro Chile! (PARTE BOA). Como tudo o que acontece na minha vida, de uns tempos prá ca – sai zica! – tudo tem um lado bom e um lado ruim. E como não quero influneciar – longe de mim… – quem lê, vou contar em ordem cronológica.

Dois dias antes da viagem:

Tudo corre bem, começo a arrumar as malas.

Um dia antes da viagem:

Almoço bem. Vou pra casa mais cedo e lancho aveia com toddy achocolatado vencido. Começo, então a me sentir indisposta. (PARTE RUIM).Tenho um coquetel pra ir. Nego fogo? Nem! Me arrumei, acabei de ajeitar as malas e fui. Tava ótimo. Vários amigos, vinho grátis, uma beleza enfim… Uma amiga me levou à rodoviária, peguei o buso e “fui simbora” pra Sampa (eu chamo a Cidade de São Paulo assim, e daí?). O namorado foi me pegar na rodoviária e bateu o carro. FALA SÉRIO! Chamei um japa pra acender meu cigarro e ele quase foi atropelado por um ônibus, até dei um gritinho, achando que ele ia morrer…

No dia da viagem:

Acordo com a sensação de que devo tomar Plasil. Levemente atrasados, saímos em jejum. Não tomo o remédio. Embarcamos. Ânsia. Muita ânsia. Banheiro. Vômito semi-sólido no banheiro do avião.

Ahhhhhhhhhhh, deixa eu contarrr!!!

Classe econômica, claro! Tinha um gringo beeem alto, sentado na cadeira do corredor. Ou seja: toda vez que eu ia ao banheiro, o branquelo tinha que levantar!

Segunda ânsia incontrolável. Sou pequena, mesmo assim, o gringo levanta pr’eu sair , levanta pr’eu entrar. Ele já me odeia a essa altura. E meu namorado, certamente, se incomoda coma situação. Banheiro ocupado. Peço um saquinho à comissaria. ELA ME DÁ UM DE PA-PEL!!! Tipo, tá louca??? Essa merda vai vazar, sua maluca! (pensei, óbvio!). Consigo segurar e vomito no banheiro mesmo.

Terceira e derradeira ânsia malucamente incontrolável da bexiga:

Não deu tempo de levantar.

Não tinha saquinho de vômito Meu namorado desempacotou o que conseguiu. E eu, bela e formosa, enfiei o dedo na goela, pra sair o que sobrou de mim: DIGNIDADE. Ali se foi qualquer rastro do que fui um dia. Lastimável. Nesse momento, não queria ser eu. Meu namorado ainda levou minha “quentinha” ao lixo.

E ainda dizem que a santa sou eu (Sant’ane).

Que nada!

…Por mim, ele já foi canonizado!

Continua em um próximo post.

02
Dez
08

Voltei!

Hey! Voltei!

Muuuuuita coisa – mas muita coisa MESMO! – aconteceu depois do último post que publiquei.

Nem tudo posso contar porque, queridos, ah, deixa prá lá…

A boa notícia: finalmente sou especialista!!! Foram dois anos de aulas, cirurgias mil, bar do Toninho sempre, baladas com os colegas às vezes, uma turma incrivelmente entrosada, professores humanos prá caralh… Enfim, me livrei da mensalidade góóóóóórda e vou ficar como assistente do curso, não perdendo assim, contato com os colegas. Aprendo, ensino e continuo sempre me aprimorando. Vocês não imaginam o sufoco que foi esses últimos dias. Comecei a fazer a monografia em abril. E fui terminar no dia de apresentar. Quebrei até uma lasca do central superior, rangendo os dentes de nervoso! No final, deu tudo certo. Passei e me formei na especialização.

Notícia ruim: bati o carro… =/

Nunca tinha estado nem em um acidente… Foi dureza pra mim. Vou ficar, ao todo, 26 dias sem carro. Ainda por cima, zoei o carro de duas pessoas. Fiquei muito mal com isso. E tive que lidar com seguro, oficina, os donos dos carros, gastar mór grana com táxi, ficar à pé, depender de carona… A única coisa legal disso, aliás, tem mais de uma: me locomover de bike ( e pela ciclovia à beira-mar!) e aprender a lidar com mais essa situação.

Bem, o fato é que ESTOU DE VOLTA.

Hummm, acabo de lembrar de mais algumas coisas que aconteceram nesse meio-tempo, mas isso rende assunto pra outro post.

Até mais!




 

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