Arquivo para Janeiro, 2009

29
Jan
09

Termo de Busca

Gente! Tô passada!!!

Fui dar uma espiada nas estatísticas aqui do bloguinho. Só pra ver os acessos, como as pessoas vem parar aqui. E qual não foi minha surpresa quando li : “videos de sexo com dentista safada”.

Tipo, COMO ASSIM???

Tudo bem que falo sobre vários assuntos, sem (quase nenhum) pudor, sem meias-palavras, sem lero-lero. Mas daí a chegar nesse tipo de busca…

Internet é coisa do sete pele mesmo!

=D

19
Jan
09

Dois Lesados e Um Molho de Chaves

Ontem à noite, fui visitar um casal de amigos que mora em São Paulo. Eles fazem a linha alternativo-bicho-grilo-hi tech, saca? Modernosos, lesados e antenados ao extremo. E aí, o papo ( e “os goró”, rs) rola solto. Sempre tem novidade. Sempre tem história. E num dado momento – o momento em que o vinho acabou – decidimos ir até a Vila Madalena.

Eu, já estava meio “beuda”. E, ao chegarmos na Vila, os bares já estavam fechando. Não fiz questão de continuar a noitada, pois logo cedo teria que voltar pra São Vicente e atender uma montanha de pacientes. Todos concordaram em voltar para suas casas. Estávamos no meu carro e demos carona aos dois.

Ao acordar hoje, peguei meu celular “x” e tinha 9 ligações perdidas de números com DDD 11. Dei uma olhada no celular “y” e mais 15 ligações perdidas, de DDD também 11. Fiquei assustada e retornei para um dos números, que era o que tinha mais chamadas não atendidas. Atendeu um moço com voz de caipira. Perguntei se tinha me ligado ( é claro que tinha, né pô!, mas perguntei por educação). E não é que o cara me respondeu que não!!! Disse que já estava até dormindo no horário das chamadas…

Fiquei sem entender nada.

Quando estava no caminho de volta pra Baixada (Santista), meu amigo (o do casal de ontem) liga no meu celular. Atendo e ele conta que esqueceu as chaves do apê deles no meu carro. Tentaram me ligar infinitas vezes do celular da esposa dele que estava sem créditos e acharam que, por isso, não completava a ligação. Poucas almas na rua naquele horário fizeram com que eles entrassem em um supermercado 24 horas. E que recorressem à uma caridosa (alma). E que pedissem seu celular emprestado (com créditos, claro) para me ligar. Ligaram, ligaram e ligaram (daí o telefone, na lista de chamadas perdidas, do caipira que disse estar dormindo. No mínimo estava aprontando e achou que a namorada mandou alguém checar o que ele estava fazendo na madruga de ontem. Ou não. Que seja). E, percebendo que eu não atenderia, desistiram. E voltaram à porta de seu prédio. Nenhum vizinho para socorrê-los e abrir o portão. Pensaram numa solução. Ele, tão absurdamente magro quanto alto, pulou o portão de grade da frente do predinho de três andares. E ajudou a moça – que faz o tipo mignon -  a pular também.

Foi nesse ponto que perceberam que havia ainda mais uma porta – a que separa o pátio, aréa comum do prédio, das escadarias que levam aos apartamentos – e que ela estava trancada. A Síndrome do Incômodo Alheio, tão peculiar nos dias atuais, não deixou que os dois berrassem para que seus vizinhos abrissem a porta. Também, isso não faria a menor diferença, já que a porta de seu apartamento estava igualmente selada. A moça, então, teve uma idéia e sem compartilhar com seu companheiro, colocou-a em prática. E num movimento que faria inveja até no homem-aranha, a guria ESCALOU O PRÉDIO e deu um SALTO MORTAL DE COSTAS para dentro da varanda, pois havia lembrado que deixara a porta da cozinha – que dava na varanda, oras vejam que coincidência! – destrancada.

Meu querido amigo ficou, nesse instante, mais orgulhoso ainda da mulher que ele pediu em casamento há pouco menos de um mês. Também, não é em qualquer esquina que se acha uma ninja!!!

P.S. : Como eu queria ter visto essa cena da escalada! Ah, como eu queria…

17
Jan
09

Obrigada, mas não, eu NÃO QUERO SER MOLDADA.

Acredito que todos nós, em algum momento, já tivemos a sensação de ser um peixe fora d’água. Situação incômoda essa, não? Ela pode acontecer naturalmente e podemos notá-la de imediato, como por exemplo, ao entrar em um ambiente em que destonamos do todo. Pode ser uma roupa que não combina com o evento, pode ser que o grupo que ali se encontre seja totalmente diferente daquilo que você está habituado, mas a sensação é de desadequação. E quem passa por isso sente desconforto. Isso é fato.

Somos a somatória das experiências pelas quais passamos.

Se num determinado dia, fizemos algo engraçado causando risos ao redor  e isso resultou numa sensação de alegria ou euforia, tendemos a repetir este feito. E assim, surgem os piadistas ou  ”palhaços da turma”. Se descobrimos que as pessoas nos admiram pela inteligência, estudamos, lemos e nos informamos mais à fim de que continuem nos admirando. Se notamos olhares de cobiça sobre nosso corpo (ou cabelo, pele, whatever), tentamos mantê-lo belo, e por aí vai, pois o ser humano procura ser aceito de alguma forma pela sociedade em que vive.

Alguns de nós consegue, pela vida toda (ou em grande parte dela), simular ser algo que não é. Sorri quando tem vontade de fazer cara feia; dá tapinha nas costas de outro quando, na verdade, morre de vontade de dar-lhe uma facada; finge amizade enquanto maldiz (mesmo que em pensamento); segura todo tipo de impulso, pois não se aceita e morre de medo que não o aceitem também. Isso chama-se: HIPOCRISIA. É uma palavra forte (por isso usei caixa alta) e uma atitude necessária a quem vive em sociedade, desde que em pequenas doses. Do contrário, torna-se mau-caratismo.

(In)Felizmente – não sei bem ao certo – não sou dotada desse predicado (?). Sofro do inverso: a “Síndrome da Sinceridade Infinita”. Em miúdos, sou aquele tipo de pessoa que ri quando acha graça (em horas impróprias também. Ex: velório, entrega de prêmios, salas lotadas etc), fala num volume mais alto do que deveria coisas que não poderiam ser ouvidas por todos no recinto, conta segredos (na inocência) sem saber que eram segredos, fala verdades para quem acha que precisa ouvir e/ou para quem ninguém tem coragem de falar… Enfim, sou do time dos “Sem noção”, outro nome possível desta síndrome.

O interessante é que tem que “ter peito” pra ter alguém como eu por perto. Foras e mancadas são minha especialidade, coisas que, para quem tem bom humor, são um prato (bem fundo) cheio de risadas. Esse prato pode conter algumas pitadas de constrangimento, mas tudo depende do paladar de quem o degusta. Minha presença costuma ser muito divertida quando posso ser, autenticamente, EU.

Caso contrário, sinto-me acuada como um cão que o dono quer adestrar.

13
Jan
09

Tô ficando careta

A gente sabe quando está ficando mais velho.

Nunca percebi isso na data do meu aniversário. Nunca. Não sinto esse peso.

Constato isso no espelho e nos atos.

O espelho, procuro consertar. Conserto meus defeitos. Adio meu tempo. Prolongo a imagem que conheço. O corpo que tanto gosto. Não me vejo a mais bela. Amo minhas expressões. Olhos.

Mais que o espelho, meus atos delatam minha idade. Idade emocional. (Isso deve existir.)

Tenho hoje a impaciência. Não mais a da adolescência. É a impaciência de quem acha que todos deveriam saber aquilo que sei. Assim, não disperdiçaria meus minutos preciosos com bobagens. Ah, bobagens… Não é de todo mal cometer bobagens, vez ou outra.

Tenho é preguiça de cometê-las – as bobagens. Dá trabalho fazer lambança. Dá trabalho sair da linha. Dá trabalho se arriscar…

E ouvir papo-furado? Não tenho tempo pra isso!

Tenho que produzir! Trabalhar, estudar, progredir, galgar, faturar, adquirir…

…Poupar.

Pensando numa velhice tranquila.

Quando o cansaço chegar.

Quando o espelho vencer.

Eu chego lá. Pode crer, amizade.

Eu chego lá. Pode crer, amizade.

05
Jan
09

ENFEZADA

Meu humor está uma droga

Minha pele, um Chokito

Meu cabelo, oleoso

Minha bunda, ondulada

Tudo o que como desce mal

Azia, ânsia, mal-estar

O ventre inhchado denuncia

Quanto tempo levará?

Tenho medo que vá doer

Penso em métodos alternativos

Chacras, respiração, contrações

Apelo para a alopatia

Mas nada, nada mesmo

Tira de mim essa sensação

De que sou uma grande

Bomba-relógio de cocô.




 

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