Geminiana, meu elemento é o ar.
Dotada de asas, pretendo voar.
O céu só é o limite
Para quem se limita.
Meu horizonte, portanto
É infinito.
Geminiana, meu elemento é o ar.
Dotada de asas, pretendo voar.
O céu só é o limite
Para quem se limita.
Meu horizonte, portanto
É infinito.
Gosto de homem que abre a porta para mim. Gosto de gentileza. Gosto de quem sabe dar e receber carinhos. Gosto de pegada forte. Gosto de olho no olho. Gosto de sentir minhas bochechas corarem. Gosto de me sentir pegando fogo, tão quente mas tão quente, que um leve assopro me cause arrepios.
Gosto que me guie pela nuca. E quando eu menos espere, me puxe pelos cabelos. Que me fale coisas fortes, bem baixinho, ao pé do ouvido. E que grite, abafado, coisas que ainda não devo saber.
Gosto de quem não tem medo de mim. Que me enfrenta e a quem posso olhar como um igual. Que consiga me tirar do sério, me deixar sem jeito e ser mais sem noção que eu. Um igual, que me faça enxergar, através de nossas semelhanças, o quanto sou única, cheia de facetas e de manias, chata, legal, pentelha, maluca, intrigante, instigante… Irresistível!
Somos irresistíveis. Não resistimos à presença, um do outro e nossos corpos não param de se tocar. Esse homem, para mim, é irresistível.

Tão irresistível que me faz baixar a guarda só para poder sentí-lo por inteiro. Porque para sentí-lo assim é preciso me entregar de verdade. Gosto de homem que me faz deixar o medo de lado, simplesmente, por confiar que saberá me guiar e, se preciso, me proteger. Gosto de deixar que faça o que quiser comigo, porque tudo que fizer me levará às alturas. Esse homem ME faz querer provar tudo o que ele tem para me mostrar. Pelo simples fato de que EU sei que tudo o que ELE mais quer é que eu ache que ele é o MELHOR que eu posso ter.
E é bem capaz que ele esteja coberto de razão (e de gel de morango comestível, rs).
E, de repente, não mais que de repente, senti aquilo. É quase inexplicável.
E inconfundível.
Frio na barriga. Angústia. Medo. Nó na garganta. E um sorrisinho besta, que insiste em permanecer nos lábios all the time.

ME FODI, amiguinhos. Tô cagada de medo. Sei que ainda dá para voltar atrás. Mas quem disse que é isso que eu quero?

Tenho o coração partido por partir o teu
Coração nobre, que nem ante a dor que sentes
Consegue de mim enraivecer.
Me dissestes que o liquidifiquei na velocidade máxima
Não é verdade.
Segurei-o com minhas duas mãos e toda delicadeza possível
Pois, desde o início, sabia que machucá-lo seria inevitável.
Mas você não quis me ouvir.
Lutou bravamente contra meus preconceitos
Deu tudo de si, me deu o seu melhor
Me fez rainha; capa, cetro e trono
Abdicou de ser menino
Pelo desejo de ser meu homem.
Sofre quieto, calado, confuso
Procurando, num ato falho, em si, a culpa inexistente
Esperando, assim, se consolar.
Feche os olhos, criança minha
Acariciarei teus cabelos, te confortarei e darei paz
Enquanto te embalo em meus braços
Nessa, que é a última vez.
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