Eis que um belo dia alguém te CONTA algo que você nem queria saber. Mas, por pura INOCÊNCIA, decide NÃO IGNORAR. Ouve, ouve, OUVE e o tal do “grilo falante” que habita sua CONSCIÊNCIA, começa a te perturbar. O grilo diz: “Não ignore os SINAIS que a vida te dá. Eles são uma chance de MUDAR as coisas. Se der as costas para esses alertas, não poderá reclamar no FUTURO.”

É óbvio que escutei o grilo e o OBEDECI para que parasse de cricrilar loucamente em minha cachola. Resultado: CUTUQUEI o vespeiro. Ou melhor, a colméia.
Apesar de ter me desviado da maioria das abelhas-africanas que vieram feroses e furiosas, todas, ao mesmo tempo em minha direção, algumas poucas ME PICARAM.

Seu VENENO continha um poderoso misto de raiva/imcompreensão/ressentimento. Fiquei um tanto zonza, mas consegui me levantar, olhar o zangão com PIEDADE (porque ele realmente não sabe o que faz. Quem, DE FATO, o controla é a abelha-rainha e essa, meus caros, não sai para o ataque. Manda seus súditos BRIGAREM e MORREREM por ELA.) e seguir em busca da CURA para meu envenenamento.
Tomei um remédio que se chama APRENDIZADO. Ele só faz efeito depois de algum TEMPO. Mas funciona. Alivia as dores do EGO, acalma as mágoas da ALMA, limpa a MENTE e purifica o CORAÇÃO. Ensina a FILTRAR o que se ouve.

E, principalmente, a PONDERAR o que sai de nossas bocas.
Arquivo para Outubro, 2009
O grilo, a abelha e o zangão
Nunca pensei que isso sairia do meu teclado…
CANSEI DE GENTE.
Cansei dos humanos. Cansei das pessoas. Cansei do gestual. Cansei do vocabulário.
Por mais esforço que se faça para obter o melhor, sempre teremos um descontente. Quanto mais reconhecimento é merecido, mais ingratidão se recebe.
A sensação de inferioridade dá, automaticamente, o poder da crítica? Acredito que sim, pois ao apontar o ‘defeito’ alheio, o complexado desvirtua o foco das atenções daquilo que ele considera defeito em si.
Finalmente, meu balde transbordou. E não, isso não é TPM. Nem chilique, nem piti ou qualquer outra viadagem do gênero. É, tão somente, a constatação da condição humana, para a qual eu havia fechado os olhos. A visão romântica da humanidade sempre me atraiu. Me enganou, mas era bem mais bela que o cenário cru.
Continuo acreditando no amor, mas sei que ele é circunstancial. Continuo acreditando na bondade, mas não no altruísmo. Os humanóides são egoístas demais para praticar o bem sem esperar retorno, seja ele material ou espiritual. Continuo a acreditar no belo, mas agora sei que o que enxergo pode ser apenas a máscara que encobre o horror.
Intensidade com cautela
Então tá. Já entendi.
Jogue o velho fora, abra espaço para o novo.
Escancare as janelas, sinta o ar entrar.
O mofo do inverno tem seus dias contados.
O sol esquenta o lado esquerdo da casa.
É quente e você quer mais calor.
Te aqueço enquanto borbulho numa febre interna.
Sou fogo, sou chama, sou lava
Escorrendo quente e devagar
Pelo teu corpo
Sem queimar.
Dosar é preciso
Para não machucar.
raio trocado não dói
Minha busca era por alívio
O alívio que vem em forma de letras
De letras, organizadas em palavras faladas.
Faladas, não puderam ser
Foram, então, escritas.
E lidas.
O alívio surgiu como um raio

Rápido, porém fugaz
Seguido de outro raio
De palavras escritas, não faladas
Que percorreu minha mente
E estacionou no coração
Raios! Que raio é esse?
É a descarga elétrica da emoção
É a pura falta de controle sobre o mundo
Sobre tudo, sobre todos
Ao meu redor.
*a foto do post foi cedida por Eliser Leão. Ao escrever o texto, lembrei da foto que havia visto há tempos. Vale a pena dar uma conferida na galeria de fotos do rapaz. Mais uma vez, valeu, Leão!
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