Posts Categorizados ‘amigos

27
Mar
09

Virando a mesa

Desculpem-me  (poucos e queridos amigos que passam por aqui) todo esse abandono. Essa pouca escrita. Essa coisa cifrada, que ando escrevendo, através de poemas, que nem sei se se chamam “poema”. Não tenho formação em Letras ou coisa parecida. Portanto, o que escrevo é intuitivo. É o que preciso colocar pra fora. Escrever para analisar. (“Anelisar”, hehe!)

E o subtítulo desse blog é esse:  “A terapia da escrita”.

Estou passando por reformas internas. Resgatando. Me conhecendo melhor. E gostando do que estou vendo em mim.

Reencontrando. Dando novas chances. Me permitindo. Desenvolvendo.

De concreto, posso anunciar… Tchanãããã:

Boas Novas (!!!). São elas:

  1. Estou começando a desenvolver uma carreira acadêmica e, segundo meus alunos, estou indo muito bem; =)
  2. Iniciei minhas aulas de inglês. Gente, eu nunca, NEVER mesmo!, estudei inglês! Só o da escola… Agora, decidi que é a hora. Comecei essa semana, e os professores já elogiaram minha pronúncia. Hummm… =))
  3. Me inscrevi numa Escola de Piano Livre, para ter aulas só de blues e jazz. Pra quem não sabe, sou formada em piano clássico e já dei aulas. Mas já faz muuuuito tempo… Vai ser demais! =)))
  4. Estou recebendo todo tipo de reconhecimento. Em áreas distintas. O que tem me fortalecido, me animado e motivado, cada vez mais!
  5. Me reaproximei dos amigos. Não tanto quanto gostaria. Mas, calma, né gente? É uma Ane só pra tanta coisa!

Ah! Detalhe! Minha irmã caçula vai fazer inglês comigo. Ela é formada em inglês, mas quer desenferrujar. Eu não convivo com ela há uns 10 anos. Tô muito feliz de poder ficar mais próxima da pequena!

Meu irmão, que é uma pessoa difícil, também está mais maduro e próximo.

Enfim, pessoas. Eu me afasto quando não tenho nada de bom a oferecer. Quando preciso mais de mim do que vocês.

Estou me recuperando.

O próximo post será, bem provavelmente, sobre o dia em que me passei por outra pessoa, numa balada.

Vamos ver se terei CORAGEM de contar tamanha presepada!

Beijos!

19
Jan
09

Dois Lesados e Um Molho de Chaves

Ontem à noite, fui visitar um casal de amigos que mora em São Paulo. Eles fazem a linha alternativo-bicho-grilo-hi tech, saca? Modernosos, lesados e antenados ao extremo. E aí, o papo ( e “os goró”, rs) rola solto. Sempre tem novidade. Sempre tem história. E num dado momento – o momento em que o vinho acabou – decidimos ir até a Vila Madalena.

Eu, já estava meio “beuda”. E, ao chegarmos na Vila, os bares já estavam fechando. Não fiz questão de continuar a noitada, pois logo cedo teria que voltar pra São Vicente e atender uma montanha de pacientes. Todos concordaram em voltar para suas casas. Estávamos no meu carro e demos carona aos dois.

Ao acordar hoje, peguei meu celular “x” e tinha 9 ligações perdidas de números com DDD 11. Dei uma olhada no celular “y” e mais 15 ligações perdidas, de DDD também 11. Fiquei assustada e retornei para um dos números, que era o que tinha mais chamadas não atendidas. Atendeu um moço com voz de caipira. Perguntei se tinha me ligado ( é claro que tinha, né pô!, mas perguntei por educação). E não é que o cara me respondeu que não!!! Disse que já estava até dormindo no horário das chamadas…

Fiquei sem entender nada.

Quando estava no caminho de volta pra Baixada (Santista), meu amigo (o do casal de ontem) liga no meu celular. Atendo e ele conta que esqueceu as chaves do apê deles no meu carro. Tentaram me ligar infinitas vezes do celular da esposa dele que estava sem créditos e acharam que, por isso, não completava a ligação. Poucas almas na rua naquele horário fizeram com que eles entrassem em um supermercado 24 horas. E que recorressem à uma caridosa (alma). E que pedissem seu celular emprestado (com créditos, claro) para me ligar. Ligaram, ligaram e ligaram (daí o telefone, na lista de chamadas perdidas, do caipira que disse estar dormindo. No mínimo estava aprontando e achou que a namorada mandou alguém checar o que ele estava fazendo na madruga de ontem. Ou não. Que seja). E, percebendo que eu não atenderia, desistiram. E voltaram à porta de seu prédio. Nenhum vizinho para socorrê-los e abrir o portão. Pensaram numa solução. Ele, tão absurdamente magro quanto alto, pulou o portão de grade da frente do predinho de três andares. E ajudou a moça – que faz o tipo mignon -  a pular também.

Foi nesse ponto que perceberam que havia ainda mais uma porta – a que separa o pátio, aréa comum do prédio, das escadarias que levam aos apartamentos – e que ela estava trancada. A Síndrome do Incômodo Alheio, tão peculiar nos dias atuais, não deixou que os dois berrassem para que seus vizinhos abrissem a porta. Também, isso não faria a menor diferença, já que a porta de seu apartamento estava igualmente selada. A moça, então, teve uma idéia e sem compartilhar com seu companheiro, colocou-a em prática. E num movimento que faria inveja até no homem-aranha, a guria ESCALOU O PRÉDIO e deu um SALTO MORTAL DE COSTAS para dentro da varanda, pois havia lembrado que deixara a porta da cozinha – que dava na varanda, oras vejam que coincidência! – destrancada.

Meu querido amigo ficou, nesse instante, mais orgulhoso ainda da mulher que ele pediu em casamento há pouco menos de um mês. Também, não é em qualquer esquina que se acha uma ninja!!!

P.S. : Como eu queria ter visto essa cena da escalada! Ah, como eu queria…

22
Set
08

Respeito sem Preconceito

O que são os gays para o mundo?

Importantíssimos, respondo.

Devemos à eles o controle demográfico, menor taxa de natalidade, o controle populacional. Homossexuais não geram bebês ao fazerem amor com alguém do mesmo sexo. E, ao adotarem crianças carentes, colaboram com a diminuição da miséria humana.

Além disso, são excelentes amigos.

Homens gays adoram contar um bafon. São engraçados, divertidos e ótimos companheiros de balada. Sabem sempre o que é in, o que é tendência, o que vai se usar na próxima estação. Dão conselhos impagáveis sobre relacionamentos, porque tem um tanto masculino e outro tanto feminino, que os fazem entender esses dois universos. Tem um pique invejável e topam programas que nem sua melhor amiga toparia numa segunda-feira à noite.

Mulheres gays são corajosas. Encaram tarefas pesadas e mostram a força da ala feminina. Muitas vezes assumem filhos de suas companheiras, desenvolvendo a função paterna nessa relação. Comumente, são “o homem da casa”, provendo sustento e realizando funções típicas dos homens, como a reforma da casa, por exemplo. Mas não deixam de ser mulheres. Carinhosas, atenciosas, gentis e com TPM. Perfumadas, arrumadas e vaidosas, como todas as mulheres. Esqueçam os estereótipos!

Por essas e por outras, amo meus amigos gays. Eu não seria um décimo do que sou hoje, se fosse preconceituosa e não tivesse deixado que entrassem em minha vida. O mundo gay ainda é um gueto. Só que menos espremido que há uma década atrás. Em países mais desenvolvidos, não existem “baladas gays”. Todos, sem discriminação, frequentam os mesmos lugares. E demonstram carinho em público sim, por que não? Precisamos aprender a enxergar que a vida é mais do que esse quadradinho mundo heterossexual. Cheio de perversões, por sinal… O mundo é redondo e podemos cirandar, se todos dermos as mãos.

* dedico este post à dois dos meus melhores amigos: Helinho e Geórgia. Amo vocês, pra vida toda.

30
Ago
08

Balanço: Um ano.

Houve um tempo em que havia um apartamento onde todos se encontravam. Onde de tudo era permitido, até porque seus frequentadores eram pessoas de bem. ‘Tutti buona gente‘, pode crer, amizade! Era um lugar onde as pessoas se sentiam à vontade pra contar seus segredos malucos, para falar de seus dilemas amorosos, da vida, em geral. Todos que lá se conheciam, viravam amigos, porque o clima era bacana. Era um “quartel-general” da moçada.

E a variedade de tipos que se encontrava ali? Tinha de tudo! Gays, neguinho que mora em periferia, prostitutas, advogados, médicos, sapatões, sandalhinhas, surfistas e claro, muuuuitos dentistas! Muita gente se conheceu lá…

Mas um dia, a ciranda parou de girar. As pessoas ainda continuavam de mão dadas. Só que não giravam. Por que os que faziam aquilo tudo girar, resolveram que, por mais perfeito que aquilo tudo pudesse parecer, precisavam de algo mais.

As reações não foram boas e, a princípio, ela não entendeu o por quê. “Como as pessoas acham que podem saber o que é melhor para mim? Meus amigos deveriam apenas ficar feliz com a minha felicidade!”, proferia, magoada. Alguns amigos se afastaram, pela simples dissolução do que havia. Outros, porque necessitavam de um tempo pra se acostumar.

Um ano se passou. Incrivelmente. Rapidamente. Drasticamente.

A maioria dos amigos continua fiel.

E, hoje, ela entende o que seus amigos sentiram. Foi como se tivessem ficados órfãos, sem seu abrigo, sem um porto seguro. E eles entendem que ela estará sempre lá. E que são bem-vindos. SEMPRE.

Gathh3 agradece os amigos que tem.”




 

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