Delícia na vida é ter alguém que lambe os lábios quando te vê. Que te olha à distância de um jeito que todos percebem. E que sorri descaradamente quando vê que você percebe que todos percebem.
Delícia da vida é recusar. É aceitar. É recuar. E avançar. Sempre.
Me delicio. E me permito.
Baixando a guarda, para começar. Começar o começo do recomeço. Entender o que me basta já é bastante. O início do começo está em desatar nós. Nós. Dei nós no meu cérebro. Hoje, na terapia. E a última frase que eu disse – na primeira despedida calorosa que ela me deu – foi: “Vou ter que desatar esses nós sozinha, agora, né?”. Sua cabeça balançou, assertiva.
Delícia é se decobrir complexo, profundo, intenso e sedutor. Perigoso é ser isso tudo junto. Administrar. Lidar.
Aflorada (e florida!), como uma roseira, meus poros transpiram sensações enquanto emano sentimentos. É o que me move: combustível de emoções. Então…
…”PODE ENCHER O TANQUE!”

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