Sempre gostei de aprender. Na pré-escola, ganhei de minha mãe um livro entitulado “A Curiosidade Premiada”. A partir de então, entendi que minha sede de saber seria sempre considerada (por minha mãe, pelo menos) algo bom.
Ainda na pré-escola me destaquei. Tinha uma incrível facilidade em absorver tudo que me era ensinado. Fui oradora na formatura do Pré. De beca e tudo…
No primário, era a típica CDF: usava óculos, aparelho nos dentes e bota ortopédica. Mas nunca fui excluída por isso. Ao contrário. Jogava futebol com os meninos e dava conselhos às meninas.
No ginásio e colegial, já livre dos adereços da ‘Bete, a feia’ e mais preocupada em gabaritar na paquera, estudava o suficiente para manter a média que minha mãe exigia. Não era pouco, mas nunca a decepcionei.
Na faculdade, aprendi o significado de ‘orgia’. Não falo de orgia sexual, mas orgia de sensações. Esse era meu maior objetivo: liberdade para experimentar. Experiências levam ao conhecimento. E isso é o que rege minha vida. Nessa época, aprendi que nem tudo que se prova é bom. Mas que se não tivermos coragem de provar, nunca saberemos se é do nosso gosto.
Anos se passaram. E comecei a gostar de aprender sobre mim. Tanta curiosidade com o mundo externo… Sem conhecer meu próprio mundo! Jornada iniciada, veio a ‘terapia de Blog’. Colocando pra fora minhas idéias, comecei a entender o que se passa na minha cabeça.
Muitas vezes, temos uma auto-imagem que não combina em nada com aquilo que as pessoas enxergam em nós. E, não raro, elas nos vêem muito melhor do que nós, com essa auto-crítica exagerada, esse perfeccionismo, essa falta de amor-próprio, essa cobrança excessiva que todos sofremos nos dias de hoje.
Mas, uma das minhas últimas descobertas me trouxe uma sensação bacana, de tranquilidade. Descobri o incrível mundo 2.0. Um mundo que está me fascinando. Através dele, constato a existência de pessoas cheias de criatividade, cabeças pensantes, cheias de opiniões, humores dos mais diversos, personalidades que acrescentam e alimentam minha sede de saber.
Obrigada, internet. Obrigada, internautas, blogueiros, jornalistas….

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