Posts Categorizados ‘desabafo

21
Out
09

Boiar na superfície ou afogar nas profundezas?

Nunca pensei que isso sairia do meu teclado…

CANSEI DE GENTE.

Cansei dos humanos. Cansei das pessoas. Cansei do gestual. Cansei do vocabulário.

Por mais esforço que se faça para obter o melhor, sempre teremos um descontente.  Quanto mais reconhecimento é merecido, mais ingratidão se recebe.

A sensação de inferioridade dá, automaticamente, o poder da crítica? Acredito que sim, pois ao apontar o ‘defeito’ alheio, o complexado desvirtua o foco das atenções daquilo que ele considera defeito em si.

Finalmente, meu balde transbordou. E não, isso não é TPM. Nem chilique, nem piti ou qualquer outra viadagem do gênero. É, tão somente, a constatação da condição humana, para a qual eu havia fechado os olhos.  A visão romântica da humanidade sempre me atraiu. Me enganou, mas era bem mais bela que o cenário cru.

Continuo acreditando no amor, mas sei que ele é circunstancial. Continuo acreditando na bondade, mas não no altruísmo.  Os humanóides são egoístas demais para praticar o bem sem esperar retorno, seja ele material ou espiritual. Continuo a acreditar no belo, mas agora sei que o que enxergo pode ser apenas a máscara que encobre o horror.

22
Set
09

I’m a gril and my friends(?) are a womanizer…

Pataquoparau!

Por mais que eu seja descolaldex e modernex, tem gente que não tem ‘timing’. Digo isso porque explico e replico minhas convicções. Sou infinitamente leal às minhas iguais e não permito situações que burlem minhas próprias regras. Se estou comprometida, não tolero traição. Se estou free e minhas queridas tem maridos com fogo no pau, evito qualquer tipo de mal ententido. E estamos entendidas. Quero me entender com elas. Não com eles. Este é meu segredo. Nunca tive problemas com elas, justamente pos não disputar homens. Isso não me interessa. SOU FIEL ÀS MINHAS AMIGAS. E até à aquelas que nem são tão amigas assim. É uma questão de princípios. Só isso.

Na boa. Tem que me conhecer bem pouco ou nada para me sugerir coisas anti-éticas. Adoro putaria quando estou solteira ou quando estão todos de acordo. Do contrário, não topo porque não sinto o clima propício.

Sexualidade não define caráter. Falta de ética, sim.

P. S.: (Isso é só um desabafo, escrito na madruga, no meio da minha viagem à NY… A alta dosagem etílica no meu sangue, somada à insistência de um imbecil, resultou na exacerbação da minha indignação. Desculpaê…)

04
Jun
09

Sou uma pessoa completa! =)

Olá, olá, olá!!!

Nesses poucos dias que se passaram, desde o último post, minha vida voltou a ser o turbilhão de sempre. E a felicidade retornou ao coraçãozinho desta pequena.

Voltei a olhar para os lados. E para frente, pro alto, pra trás… Parece que estou redescobrindo a vida. Sinto cheiros, sabores, toques, vejo cores e ouço sons que sempre existiram, mas nunca desta forma, por mim.

Estou solteira pela primeira vez na vida, desde os 13 anos de idade! E, queridos, pra quem não sabe, faço 33 dia 15, agora! São 20 anos acompanhada. São 20 anos de vida compartilhada. São 20 anos acreditando que eu era apenas uma metade que precisava de outra metade pra ser completa. Vinte anos de puro engano…

Vida a dois é uma delícia, não me entendam mal. Mas o conceito da “metade” é um tanto antiquado demais, não acham? E eu era antiga e não sabia. Não sabia que a felicidade é ser completo, do jeito que se é, mas completo. Acho maravilhoso ter um(a) parceiro(a)! Só que não temos que viver em busca incessante só disso, não é meninas? Ser solteira significa ter AUTONOMIA. Pra mim, é isso. É fazer o que quiser e tiver de fazer, sabendo que a consequência e a responsabilidade por tudo é apenas sua (ou minha, no caso).

E vou confessar: ESTOU ADORANDO CONHECER ESSE NOVO MUNDO! Às vezes, tropeço, mas é a primeiríssima vez que caminho com as minhas pernas, sem o auxilio da mão de ninguém pra atravessar a rua, sem muletas, sem apoio. Não vejo a hora de correr por um parque, com os braços abertos, o cabelo no rosto, gritando qualquer coisa sem ninguém sequer PODER me censurar. Podem me julgar. Isso, não ligo não. Mas me censurar, não mais. Sou LIVRE!

Bem, voltando dessa cena do parque e eu, lembrei de coisinhas mundanas e enchedoras do meu – inseparável - ego: fui eleita, sei lá por quem, uma das TOP 100 do twitter (quem quiser, me segue lá. As besteiras atualizações são mais frequentes). O detalhe é que a gigantesca maioria das outras moças da lista são beeeeem mais jovens que eu. Ponto pra balzaca! Se quiserem dar uma espiada nas moças, clica aqui ó: http://linkninja.com.br/hotsites/top100/

A outra grande nova é a chegada de um novo amor. Estou apaixonada. E o nome dela é Pequena Penélope. Ela é linda, tem olhos verdes, pequenina… e vira-lata! Não sou muito, na verdade, não sou nada de tirar fotos, mas tirarei uma assim que possível, minha com ela, pra vocês entenderem porque me apaixonei tão loucamente por essa gatinha. Tenho certeza que vocês também se apaixonarão!

Fora isso, tô indo para NY com mais três amigos-irmãos-do-meu-coração e essa viagem vai ser foooooda! Pena que é só em setembro… Vai passar rapidinho, eu sei!

Outra coisa é que descobri que sou um partidão. Podem rir, amigos, mas isso é sinal de feridas em processo avançado de cicatrização.

Demorou, mas a paz chegou!

27
Mai
09

Minha falta de espiritualidade

Acredito nunca ter dito aqui minha posição religiosa. E devo ter pulado esse assunto justamente por não ter posição alguma.

Hoje, na minha visita semanal à analista (que é uma coisa totalmente nova na minha antiga vida de mulhermadurabemresolvida) senti uma enorme necessidade de entender os motivos que me levam a não aceitar a existência de um ser superior exotérico, de um criador, de algo que faça o universo funcionar e ser da forma que é, enfim, o fato é que não tenho FÉ.

Sou cética. E absolutamente científica. E fui criada por uma mãe atéia convicta. E acreditava, na minha vã ingenuidade, que a causa da minha “ateísse” era essa. Descobri que não é.

A minha não-aceitação começa pelo meu EGO de 5 metros de altura que me fez acreditar que ninguém precisa/pode/consegue cuidar de mim. Eu me basto. Eu me acalento. Eu me consolo. Eu me cuido. Eu me sustento. Eu me… E, ainda po cima, ajudo e cuido de todos ao meu redor. Mas isso já é outra coisa: é meu estilo próprio de ser controladora. E, entendam bem, TODOS GOSTAMOS DE TER CONTROLE SOBRE AS COISAS, de TER PODER, isso não é um defeito, é só uma das milhões de características dos animais, até dos irracionais.

Comecei a entender o que é Deus. Deus é pai. E o meu… é maravilhoso, mas não protetor! Tá, Deus é mãe, então. Mas, coitada, sempre trabalhou tanto que não tinha tempo de cuidar de mim. Ok, Deus é avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha, irmão, irmã… É. Eu, realmente não tenho ninguém que seja, de alguma forma, meu alicerce, meu protetor, em que eu possa confiar cegamente, que eu possa ter certeza absoluta de contar e confiar a não ser eu mesma.

Essa falta toda me fez ter fé apenas em mim.  

Hoje, começa meu ano novo. Sim, porque é o início de uma fase de profunda transformação. Não de forma desordenada, como estou acostumada. Mas sim, de forma consciente. 

Vamos às propostas de ano novo!

  • Abrir meu coração para o que não tem explicação;
  • Cuidar do meu templo:
    • me alimentando melhor,
    • diminuindo a manguaça (rs),
    • parando de fumar,
    • praticando atividade física regularmente;
  • Curtir mais o meu tempo sozinha;
  • Não me permitir relações do tipo “muleta”;
  • Usar melhor minha sensibilidade;
  • Não interromper nenhum dos projetos já iniciados (piano, inglês, terapia, viagens) nem por um caralho! :)

A intenção deste post é, como a do blog todo, exteriorizar teriorizando. A “terapia da escrita” me faz bem. Essas reflexões me trazem compreensão. E escrever minhas metas selam o compromisso, comigo, de alcançá-las.

Aos que torcem por mim, agradeço de coração. Aos voyers/espectadores, aguardem as cenas dos próximos capítulos. Aos que passaram por aqui sem querer, foi mal pelo desabafo e, se chegaram até aqui, valeu pela paciência. E, se tem alguém que torce contra, vá pra putaqueopariu!

17
Jan
09

Obrigada, mas não, eu NÃO QUERO SER MOLDADA.

Acredito que todos nós, em algum momento, já tivemos a sensação de ser um peixe fora d’água. Situação incômoda essa, não? Ela pode acontecer naturalmente e podemos notá-la de imediato, como por exemplo, ao entrar em um ambiente em que destonamos do todo. Pode ser uma roupa que não combina com o evento, pode ser que o grupo que ali se encontre seja totalmente diferente daquilo que você está habituado, mas a sensação é de desadequação. E quem passa por isso sente desconforto. Isso é fato.

Somos a somatória das experiências pelas quais passamos.

Se num determinado dia, fizemos algo engraçado causando risos ao redor  e isso resultou numa sensação de alegria ou euforia, tendemos a repetir este feito. E assim, surgem os piadistas ou  ”palhaços da turma”. Se descobrimos que as pessoas nos admiram pela inteligência, estudamos, lemos e nos informamos mais à fim de que continuem nos admirando. Se notamos olhares de cobiça sobre nosso corpo (ou cabelo, pele, whatever), tentamos mantê-lo belo, e por aí vai, pois o ser humano procura ser aceito de alguma forma pela sociedade em que vive.

Alguns de nós consegue, pela vida toda (ou em grande parte dela), simular ser algo que não é. Sorri quando tem vontade de fazer cara feia; dá tapinha nas costas de outro quando, na verdade, morre de vontade de dar-lhe uma facada; finge amizade enquanto maldiz (mesmo que em pensamento); segura todo tipo de impulso, pois não se aceita e morre de medo que não o aceitem também. Isso chama-se: HIPOCRISIA. É uma palavra forte (por isso usei caixa alta) e uma atitude necessária a quem vive em sociedade, desde que em pequenas doses. Do contrário, torna-se mau-caratismo.

(In)Felizmente – não sei bem ao certo – não sou dotada desse predicado (?). Sofro do inverso: a “Síndrome da Sinceridade Infinita”. Em miúdos, sou aquele tipo de pessoa que ri quando acha graça (em horas impróprias também. Ex: velório, entrega de prêmios, salas lotadas etc), fala num volume mais alto do que deveria coisas que não poderiam ser ouvidas por todos no recinto, conta segredos (na inocência) sem saber que eram segredos, fala verdades para quem acha que precisa ouvir e/ou para quem ninguém tem coragem de falar… Enfim, sou do time dos “Sem noção”, outro nome possível desta síndrome.

O interessante é que tem que “ter peito” pra ter alguém como eu por perto. Foras e mancadas são minha especialidade, coisas que, para quem tem bom humor, são um prato (bem fundo) cheio de risadas. Esse prato pode conter algumas pitadas de constrangimento, mas tudo depende do paladar de quem o degusta. Minha presença costuma ser muito divertida quando posso ser, autenticamente, EU.

Caso contrário, sinto-me acuada como um cão que o dono quer adestrar.




 

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