Posts Categorizados ‘sentimento

21
Out
09

Boiar na superfície ou afogar nas profundezas?

Nunca pensei que isso sairia do meu teclado…

CANSEI DE GENTE.

Cansei dos humanos. Cansei das pessoas. Cansei do gestual. Cansei do vocabulário.

Por mais esforço que se faça para obter o melhor, sempre teremos um descontente.  Quanto mais reconhecimento é merecido, mais ingratidão se recebe.

A sensação de inferioridade dá, automaticamente, o poder da crítica? Acredito que sim, pois ao apontar o ‘defeito’ alheio, o complexado desvirtua o foco das atenções daquilo que ele considera defeito em si.

Finalmente, meu balde transbordou. E não, isso não é TPM. Nem chilique, nem piti ou qualquer outra viadagem do gênero. É, tão somente, a constatação da condição humana, para a qual eu havia fechado os olhos.  A visão romântica da humanidade sempre me atraiu. Me enganou, mas era bem mais bela que o cenário cru.

Continuo acreditando no amor, mas sei que ele é circunstancial. Continuo acreditando na bondade, mas não no altruísmo.  Os humanóides são egoístas demais para praticar o bem sem esperar retorno, seja ele material ou espiritual. Continuo a acreditar no belo, mas agora sei que o que enxergo pode ser apenas a máscara que encobre o horror.

06
Out
09

raio trocado não dói

Minha busca era por alívio

O alívio que vem em forma de letras

De letras, organizadas em palavras faladas.

Faladas, não puderam ser

Foram, então, escritas.

E lidas.

O alívio surgiu como um raio

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Rápido, porém fugaz

Seguido de outro raio

De palavras escritas, não faladas

Que percorreu minha mente

E estacionou no coração

Raios! Que raio é esse?

É a descarga elétrica da emoção

É a pura falta de controle sobre o mundo

Sobre tudo, sobre todos

Ao meu redor.

*a foto do post foi cedida por Eliser Leão.  Ao escrever o texto, lembrei da foto que havia visto há tempos. Vale a pena dar uma conferida na galeria de fotos do rapaz.  Mais uma vez, valeu, Leão!

30
Set
09

Nada pode ser melhor

Se eu pudesse congelar o tempo, apertaria o PAUSE agora.

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Deixaria essa paz tomar conta de mim, ad eternum.

Beberia da bobeira da paixão. Minto, tomaria um porre!

Até cair. Bêbada, extasiada, repleta, plena!

Você tem razão…

As pessoas decidem morar juntas porque não conseguem se despedir.

19
Ago
09

Butterflies in my stomach

E, de repente, não mais que de repente, senti aquilo. É quase inexplicável.

E inconfundível.

Frio na barriga. Angústia. Medo. Nó na garganta. E um sorrisinho besta, que insiste em permanecer nos lábios all the time.

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ME FODI, amiguinhos. Tô cagada de medo. Sei que ainda dá para voltar atrás. Mas quem disse que é isso que eu quero?

18
Ago
09

A dor de fazer doer

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Tenho o coração partido por partir o teu

Coração nobre, que nem ante a dor que sentes

Consegue de mim enraivecer.

Me dissestes que o liquidifiquei na velocidade máxima

Não é verdade.

Segurei-o com minhas duas mãos e  toda delicadeza possível

Pois, desde o início, sabia que machucá-lo seria inevitável.

Mas você não quis me ouvir.

Lutou bravamente contra meus preconceitos

Deu tudo de si, me deu o seu melhor

Me fez rainha; capa, cetro e trono

Abdicou de ser menino

Pelo desejo de ser meu homem.

Sofre quieto, calado, confuso

Procurando, num ato falho, em si, a culpa inexistente

Esperando, assim, se consolar.

Feche os olhos, criança minha

Acariciarei teus cabelos, te confortarei e darei paz

Enquanto te embalo em meus braços

Nessa, que é a última vez.

24
Jul
09

La donna è mobile?

Desde muito nova, ouço minha mãe cantar essa música para mim.

Gostaria de ser tão volúvel quanto ela acha que sou.

Prestem atenção na tradução:

“A mulher é móvel
Como pluma ao vento,
Muda de acento
E de pensamento.

Sempre um amável,
Gracioso rosto,
Em pranto ou em riso,
É mentiroso.

A mulher é móvel
Como pluma ao vento,
Muda de acento
E de pensamento.

E de pensamento.
E de pensamento.

È sempre um infeliz
Quem a ela se entrega,
Quem lhe confia
Incautamente o coração.

Também nunca sente-se
Feliz em cheio
Quem naquele seio
Não saboreia amor.

A mulher é móvel
Como pluma ao vento,
Muda de acento
E de pensamento.

E de pensamento.
E de pensamento!”

“Eu me torno temporariamente responsável por aquele, enquanto o cativo. E eternamente cativada por quem se responsabiliza por mim.” Essa é minha versão para a ‘célebre’ frase de Saint-Exupéry. Cada pensador, uma sentença…

13
Jul
09

Eu e o liliputiano

Pensei que era capaz de racionalizar minhas emoções. Acreditei que meu cérebro poderia dominar meu coração. E decidi não me envolver. Enumerei razões. Me tornei quase inacessivel. Vesti uma faixa que estampava: “FECHADA PARA BALANÇO”, em caixa alta e letras garrafais. Mandei reformar minha armadura, pois estava há muito sem uso, e a vesti. Me dediquei a conhecer pessoas com a intenção de ganhar nada mais que seus corações. De forma pura, sem os artifícios da minha aura sexual. E ganhei.

E, quando achei que estava imune, uma pessoa surgiu. E, por não me sentir ameaçada, zombei da força que teria sobre mim. Inúmeras foram as vezes em que ditei minhas regras e discursei meu texto batido. Mas persistência era seu sobrenome. Por mais motivos que eu desse para que desistisse de mim, não arredou o pé do meu lado. O pus em teste e, mesmo sabendo disso, me enfrentou. Listei impecilhos, nem assim se abalou.

O  amor é aprendido?

O amor é circunstancial?

O que é o amor, afinal?

O que sei é que me sinto o Gulliver e esse pequeno liliputiano possui uma pequena picareta, que usa todos os dias para quebrar uma grossa crosta que se formou ao redor do meu coração. É uma tarefa difícil para alguém tão pequenino. Mas ao executá-la, ele parece crescer a olhos vistos, o que faz de sua árdua tarefa algo gratificante. E sua felicidade me contagia.

É um mutualismo interessante, pois ao contrário do parasitismo, onde apenas um se beneficia, nós somos nutrição, um para o outro, numa via de mão dupla, em algo que prezo: re-ci-pro-ci-da-de. Não quero não preciso nem espero receber mais do que dou. Essa é minha conta certa. Noves fora!

21
Jun
09

Feio, Bruto e Cruel

O mundinho da Web 2.0 nos traz coisas… E para quem acha que ele só serve para xeretar a vida alheia ou para ver vídeos e ouvir músicas ou para trabalhar, conto aqui uma boa nova: a Internet serve também para aumentar nossa cultura! E não só através de jornais online, noticiários em tempo real ou virais dos mais diversos tipos.

Recebi um poema-resposta de um “amigo” do twitter, o @Cariua. E fui surpreendida pela sensibilidade e aparente experiência com que essa pessoa fala das coisas da vida. E, nesse assunto, só a vivência é que traz a sabedoria; pode-se ler compêndios e mais compêndios e de nada adiantará. É preciso viver para falar da vida.

Bem, com o consentimento dele, irei publicar aqui algumas das coisas que ele me falou.

“Amiga-Minha, com beleza e talento alem fronteira,
solicita caso eu tenha, texto sobre o ou um amor impossível.

Pensei…pensei…pensei e desisti, é difícil,
não sou capaz pois não acredito.

Creio na incapacidade de usufruir o amor,
o que é completamente diferente.

No primeiro caso ele já existe,
então não acontece a possibilidade de não poder ser.
Já no segundo; o de levar adiante este sentimento,
é que começa a complicar. E ele não tem nada com isso.

Amor não é Paixão, que precisa ser alimentada, regada,
e mesmo assim as vezes míngua, por excesso ou escassez.
Ele esta ali presente, não importa o que aconteça.

O que existe é a dificuldade de exprimirmos esse sentimento e desfruta-lo,
seja por regras sociais ridículas, por covardia ou por temor em perder regalias.

O que sei é que quando o Amor lhe parecer impossível.
AME.

CãRiùá-TaTaRaNa”

Claro que não me aguentei e perguntei o que significava esse nome, e ele respondeu: ” É uma corruptela Tupy: Feio, Bruto e Cruel”.  Pela beleza de seus poemas, ele pode até ser tudo isso por fora, mas duvido que o seja por dentro. Pelas minhas pesquisas, ele já é um senhorzinho dos seus 80 e poucos anos de idade, que se define, no Facebook como: “vezes um velhinho – sapeca
outras um maroto – menino.”

Quem gostou, pode ver outros textos, pensamentos e discussões dessa figuraça, que tem muito a oferecer à maioria de nós, que não sabemos quase nada da vida. AINDA.

11
Jun
09

DELÍCIA

2407160675_2cb196ecd9_mDelícia na vida é ter alguém que lambe os lábios quando te vê. Que te olha à distância de um jeito que todos percebem. E que sorri descaradamente quando vê que você percebe que todos percebem.

Delícia da vida é recusar. É aceitar. É recuar. E avançar. Sempre.

Me delicio. E me permito.

Baixando a guarda, para começar. Começar o começo do recomeço. Entender o que me basta já é bastante. O início do começo está em desatar nós. Nós. Dei nós no meu cérebro. Hoje, na terapia. E a última frase que eu disse –  na primeira despedida calorosa que ela me deu – foi: “Vou ter que desatar esses nós sozinha, agora, né?”. Sua cabeça balançou, assertiva.

Delícia é se decobrir complexo, profundo, intenso e sedutor. Perigoso é ser isso tudo junto. Administrar. Lidar.

Aflorada (e florida!), como uma roseira, meus poros transpiram sensações enquanto emano sentimentos. É o que me move: combustível de emoções. Então…

…”PODE ENCHER O TANQUE!”

27
Mai
09

Minha falta de espiritualidade

Acredito nunca ter dito aqui minha posição religiosa. E devo ter pulado esse assunto justamente por não ter posição alguma.

Hoje, na minha visita semanal à analista (que é uma coisa totalmente nova na minha antiga vida de mulhermadurabemresolvida) senti uma enorme necessidade de entender os motivos que me levam a não aceitar a existência de um ser superior exotérico, de um criador, de algo que faça o universo funcionar e ser da forma que é, enfim, o fato é que não tenho FÉ.

Sou cética. E absolutamente científica. E fui criada por uma mãe atéia convicta. E acreditava, na minha vã ingenuidade, que a causa da minha “ateísse” era essa. Descobri que não é.

A minha não-aceitação começa pelo meu EGO de 5 metros de altura que me fez acreditar que ninguém precisa/pode/consegue cuidar de mim. Eu me basto. Eu me acalento. Eu me consolo. Eu me cuido. Eu me sustento. Eu me… E, ainda po cima, ajudo e cuido de todos ao meu redor. Mas isso já é outra coisa: é meu estilo próprio de ser controladora. E, entendam bem, TODOS GOSTAMOS DE TER CONTROLE SOBRE AS COISAS, de TER PODER, isso não é um defeito, é só uma das milhões de características dos animais, até dos irracionais.

Comecei a entender o que é Deus. Deus é pai. E o meu… é maravilhoso, mas não protetor! Tá, Deus é mãe, então. Mas, coitada, sempre trabalhou tanto que não tinha tempo de cuidar de mim. Ok, Deus é avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha, irmão, irmã… É. Eu, realmente não tenho ninguém que seja, de alguma forma, meu alicerce, meu protetor, em que eu possa confiar cegamente, que eu possa ter certeza absoluta de contar e confiar a não ser eu mesma.

Essa falta toda me fez ter fé apenas em mim.  

Hoje, começa meu ano novo. Sim, porque é o início de uma fase de profunda transformação. Não de forma desordenada, como estou acostumada. Mas sim, de forma consciente. 

Vamos às propostas de ano novo!

  • Abrir meu coração para o que não tem explicação;
  • Cuidar do meu templo:
    • me alimentando melhor,
    • diminuindo a manguaça (rs),
    • parando de fumar,
    • praticando atividade física regularmente;
  • Curtir mais o meu tempo sozinha;
  • Não me permitir relações do tipo “muleta”;
  • Usar melhor minha sensibilidade;
  • Não interromper nenhum dos projetos já iniciados (piano, inglês, terapia, viagens) nem por um caralho! :)

A intenção deste post é, como a do blog todo, exteriorizar teriorizando. A “terapia da escrita” me faz bem. Essas reflexões me trazem compreensão. E escrever minhas metas selam o compromisso, comigo, de alcançá-las.

Aos que torcem por mim, agradeço de coração. Aos voyers/espectadores, aguardem as cenas dos próximos capítulos. Aos que passaram por aqui sem querer, foi mal pelo desabafo e, se chegaram até aqui, valeu pela paciência. E, se tem alguém que torce contra, vá pra putaqueopariu!




 

Novembro 2009
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