Acredito nunca ter dito aqui minha posição religiosa. E devo ter pulado esse assunto justamente por não ter posição alguma.
Hoje, na minha visita semanal à analista (que é uma coisa totalmente nova na minha antiga vida de mulhermadurabemresolvida) senti uma enorme necessidade de entender os motivos que me levam a não aceitar a existência de um ser superior exotérico, de um criador, de algo que faça o universo funcionar e ser da forma que é, enfim, o fato é que não tenho FÉ.
Sou cética. E absolutamente científica. E fui criada por uma mãe atéia convicta. E acreditava, na minha vã ingenuidade, que a causa da minha “ateísse” era essa. Descobri que não é.
A minha não-aceitação começa pelo meu EGO de 5 metros de altura que me fez acreditar que ninguém precisa/pode/consegue cuidar de mim. Eu me basto. Eu me acalento. Eu me consolo. Eu me cuido. Eu me sustento. Eu me… E, ainda po cima, ajudo e cuido de todos ao meu redor. Mas isso já é outra coisa: é meu estilo próprio de ser controladora. E, entendam bem, TODOS GOSTAMOS DE TER CONTROLE SOBRE AS COISAS, de TER PODER, isso não é um defeito, é só uma das milhões de características dos animais, até dos irracionais.
Comecei a entender o que é Deus. Deus é pai. E o meu… é maravilhoso, mas não protetor! Tá, Deus é mãe, então. Mas, coitada, sempre trabalhou tanto que não tinha tempo de cuidar de mim. Ok, Deus é avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha, irmão, irmã… É. Eu, realmente não tenho ninguém que seja, de alguma forma, meu alicerce, meu protetor, em que eu possa confiar cegamente, que eu possa ter certeza absoluta de contar e confiar a não ser eu mesma.
Essa falta toda me fez ter fé apenas em mim.
Hoje, começa meu ano novo. Sim, porque é o início de uma fase de profunda transformação. Não de forma desordenada, como estou acostumada. Mas sim, de forma consciente.
Vamos às propostas de ano novo!
- Abrir meu coração para o que não tem explicação;
- Cuidar do meu templo:
- me alimentando melhor,
- diminuindo a manguaça (rs),
- parando de fumar,
- praticando atividade física regularmente;
- Curtir mais o meu tempo sozinha;
- Não me permitir relações do tipo “muleta”;
- Usar melhor minha sensibilidade;
- Não interromper nenhum dos projetos já iniciados (piano, inglês, terapia, viagens) nem por um caralho!
A intenção deste post é, como a do blog todo, exteriorizar teriorizando. A “terapia da escrita” me faz bem. Essas reflexões me trazem compreensão. E escrever minhas metas selam o compromisso, comigo, de alcançá-las.
Aos que torcem por mim, agradeço de coração. Aos voyers/espectadores, aguardem as cenas dos próximos capítulos. Aos que passaram por aqui sem querer, foi mal pelo desabafo e, se chegaram até aqui, valeu pela paciência. E, se tem alguém que torce contra, vá pra putaqueopariu!
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